Brasil

Doenças cardiovasculares e pulmonares e câncer estão entre os problemas mais graves que fumantes podem desenvolver

O tabagismo voltou a ser discutido nas redes sociais após o diretor do Big Brother Brasil 23, Boninho, dar uma bronca nos brothers e proibir a entrada na área interna da casa mais vigiada do Brasil com cigarros, mesmo apagados.

Estão fumando muito”, alertou.

Nocivo à saúde humana, o cigarro pode causar pelo menos 50 doenças, desde as cardíacas e respiratórias a cânceres de vários tipos.

A médica pneumologista Penha Uchoa ressalta que não existe um ponto de corte entre “fumar por lazer” ou vício: o tabagismo é uma doença caracterizada por dependência tanto física como psicológica e comportamental.

Uchoa se preocupa especialmente com a audiência de adolescentes e adultos jovens, faixa etária que costuma experimentar o cigarro pela primeira vez.

Contudo, da experimentação podem partir para a iniciação e, rapidamente, “se tornarem dependentes”.

Esse tabagismo exagerado dentro da casa é um retrocesso depois de tantas lutas já conseguidas, através das leis que desde 2009 proíbem fumar em ambientes fechados, públicos ou privados; da educação nas escolas, e das campanhas na mídia”, destaca Penha.

O Brasil vem conseguindo manter bons resultados no controle do tabagismo. De acordo com o Ministério da Saúde, em 1989, a prevalência da população brasileira que fumava era de 34,8%. Em 2021, foi de 9,1%, sendo 11,8% entre homens e 6,7% entre mulheres.

O melhor exemplo que vocês podem dar é parar de fumar”, disse Boninho aos participantes do Big Brother Brasil.

PROBLEMAS SE ACUMULAM

A médica Penha Uchoa explica que o BBB traz todo um estímulo visual ligado à beleza corporal, mas diz que “a conta vai chegar” porque os danos ao organismo são cumulativos: a pele perde elasticidade, os dentes amarelam, o hálito muda e o paladar é afetado.

A prática do compartilhamento do cigarro, seja o convencional ou o eletrônico, também pode transmitir doenças como a tuberculose, a herpes e a hepatite C.

Quem apenas entra em contato com a fumaça, o chamado “fumante passivo”, também está sujeito a problemas de saúde.

Segundo alerta do Instituto Nacional do Câncer (Inca), a fumaça do cigarro que fica no ambiente contém cerca de 3x mais nicotina e monóxido e até 50x mais substâncias cancerígenas do que a fumaça inalada pelo usuário.

O fumante passivo ainda pode sofrer reações alérgicas respiratórias, como rinite, tosse e crises de asma, além de doenças pulmonares pela exposição a longos períodos.

DN

Compartilhe: