
O ex-ministro da Educação do governo Bolsonaro, Abraham Weintraub teve demissão comunicada pela Controladoria-Geral da União (CGU), nesta quarta-feira, 7. O motivo alegado é acúmulo de faltas injustificadas e abandono do serviço de professor, que exercia na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Com a decisão, Weintraub fica proibido de exercer cargos e funções no Poder Executivo federal pelo período de 8 anos.
Weintraub era professor de ciências contábeis desde 2014, mas já estava com os vencimentos suspensos desde abril de 2023. Nessa época, foi iniciado o processo administrativo para apurar faltas injustificadas dele e de Daniela Weintraub, sua esposa e também professora da universidade.

O ex-ministro exerceu função na pasta do poder Executivo Federal por 14 meses, quando foi demitido em julho de 2020. Após, ocupou cargo no Banco Mundial, nos Estados Unidos, até romper com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Deveria ter retornado à Unifesp em novembro de 2022, o que não ocorreu.
A Universidade iniciou, então, uma investigação interna para justificar as faltas. Apesar de

não comparecer ao local por um ano", conforme alegado pela Unifesp, Weintraub recebeu R$ 16 mil, somados de dezembro de 2022 e março de 2023.
Não foi o primeiro processo administrativo aberto na Unifesp contra Weintraub. O ex-ministro já foi investigado pela universidade por utilizar, sem autorização, o logotipo da instituição em consultorias particulares. Essa sindicância foi arquivada por falta de provas em 2022.O ex-ministro ainda não se pronunciou sobre a decisão da CGU.

Quem é Abraham Weintraub?
Abraham Weintraub foi o segundo ministro da Educação da gestão de Jair Bolsonaro. Deixou a pasta após 14 meses no cargo, após a divulgação de um vídeo em que chamava magistrados do Supremo Tribunal Federal (STF) de "vagabundos" durante uma reunião ministerial.
Está rompido com Bolsonaro desde 2022, quando quis se candidatar ao governo de São Paulo mas foi preterido pelo ex-presidente, que preferiu apoiar a candidatura de outro ministro da gestão, Tarcísio de Freitas.

Weintraub concorreu, então, ao cargo de deputado federal. Teve 4.057 votos e não conseguiu se eleger.Para 2024, o ex-ministro ensaia uma "pré-candidatura" à Prefeitura de São Paulo. No entanto, pretende judicializar um pedido de candidatura avulsa, ou seja, concorrer ao cargo sem estar filiado a uma legenda. A norma não tem precedentes nas eleições brasileiras.
O Povo