Brasil

O adiamento foi acatado após o apelo de autoridades gaúchas.

O Governo Federal anunciou, nesta sexta-feira (3), o adiamento das provas do Concurso Nacional Unificado (CNU) devido à tragédia das fortes chuvas no Rio Grande do Sul desde a última semana. A decisão deve ser divulgada pelos ministros Paulo Pimenta (Secom) e Esther Dweck (Gestão e Inovação) em coletiva de imprensa marcada para 15h.

Conforme o calendário do exame, as provas seriam aplicadas neste domingo (5) em todo o Brasil. Ao todo, o certame oferta 6.640 vagas e é o maior processo seletivo para o serviço público da história do País. A nova data do concurso ainda não foi definida.

O Rio Grande do Sul tem 86 mil candidatos inscritos, e as provas seriam realizados em 10 cidades - algumas em situação de emergência. O adiamento foi acatado após o apelo de autoridades gaúchas.

Em entrevista, o ministro', do Canal Gov, Paulo Pimenta afirmou que a decisão de adiar o CNU custaria cerca de R$ 50 milhões aos cofres públicos.

A possibilidade de adiamento do concurso tem um custo de R$ 50 milhões”, disse o ministro nesta sexta-feira (3).

TRAGÉDIA NO RIO GRANDE DO SUL

Fortes chuvas atingem o Rio Grande do Sul desde o início desta semana. Os eventos climáticos intensos fizeram o governo local decretar estado de calamidade pública. Até o início desta manhã de sexta-feira (3), 31 óbitos e 74 desaparecidos foram registrados no território gaúcho.

Segundo a Defesa Civil estadual, 235 dos 497 municípios são afetados pelos fenômenos, que incluem temporais, alagamentos, ventos fortes, descargas elétricas, risco de granizo, rompimento de barragem, elevação do nível de rios e inundações severas.

Em relação à infraestrutura, o Rio Grande do Sul tem 280 mil pontos sem energia elétrica, 304 mil clientes sem abastecimento de água, além de dezenas de municípios parcialmente ou sem serviços de telefonia e de internet, conforme o boletim da Defesa Civil desta sexta.

As chuvas que atingem o estado provocam danos e alterações no tráfego nas rodovias estaduais gaúchas. Cerca de 154 trechos em 68 rodovias registram com bloqueios totais e parciais, entre estradas e pontes.

Diário do Nordeste

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