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O candidato à Presidência da República morreu em 13 de agosto de 2014 durante queda de um jatinho em Santos (SP). Data ocorre poucos dias após outra queda de avião no país.

A trágica morte de Eduardo Campos (PSB-PE) em uma queda de avião, durante campanha eleitoral para a presidência da República, completoudez anos na última terça-feira (13/8). A aeronave caiu em Santos (SP) e até agora não há resolução para a causa do acidente.

O ex-governador de Pernambuco saiu do Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, para um compromisso no Guarujá (SP). No meio do trajeto, o jato particular modelo Cessna 560XL bimotor caiu próximo ao Canal 3, bairro nobre de Santos, sobre uma academia de ginástica. Além dele, estavam a bordo da aeronave a equipe de assessores de imprensa composta por Pedro Valadares, Carlos Augusto Percol, Marcelo Lira, Alexandre Severo, Marcos Martins e Geraldo da Cunha.

Quatro hipóteses foram investigadas como possíveis causas do acidente: a colisão com um elemento externo; desorientação espacial dos tripulantes; falha do profundor (peça da cauda que faz os movimentos para cima ou para baixo) e falha do compensador do profundor.

No entanto, o Ministério Público Federal (MPF) arquivou a investigação que apurava as causas do acidente em 2019. Anteriormente, o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) da Força Aérea Brasileira (FAB) e a Polícia Federal também apresentaram relatórios sobre o caso, confirmando as hipóteses, mas sem concluir qual delas foi o motivo da queda da aeronave.

O MPF também deixou a resolução em aberto. Segundo o órgão público, não foi possível definir as razões do acidente devido à falta ou ao não funcionamento de alguns equipamentos na cabine de comando do avião. O gravador de vozes, que poderia ter registrado os diálogos do piloto e copiloto, não estava funcionando. De acordo com os procuradores, o equipamento é obrigatório para aeronaves do tipo, mas o dispositivo tinha feito o último registro em janeiro de 2013, mais de um ano antes da queda.

À época, foi afastado também, pelo MPF, a hipótese de responsabilização criminal. No entanto, a família do político já afirmou reiteradas vezes que a morte do então candidato à presidência foi provocada por alguém. No ano passado, o irmão Antônio Campos entrou com um pedido de reabertura da investigação.

Estaremos, no próximo dia 13 de agosto, quando completa 9 anos do falecimento do ex-governador Eduardo Campos, meu único irmão, solicitando a reabertura do inquérito policial que investigou a morte do ex-governador e outros companheiros, cujo relatório do inquérito policial foi inconclusivo, trazendo provas novas, como também mostrando as deficiências do inquérito policial anterior e o do CENIPA, conforme permite a legislação penal", disse Campos.

O pedido, no entanto, foi negado em abril deste ano pelo juiz Roberto Lemos dos Santos Filho, da 5ª Vara Federal Criminal de Santos (SP). Segundo o magistrado,

 'não há quaisquer elementos que venham a alterar o panorama" já investigado sobre o caso.

Correio Braziliense

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