Brasil

Grupo atua como uma espécie de CPI informal e permite avanço das apurações no Senado sem a abertura formal do colegiado

A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado instalará, nesta quarta-feira (4/2), um grupo de trabalho para acompanhar as investigações a respeito da polêmica do Banco Master. A iniciativa foi do presidente da comissão, Renan Calheiros (MDB-AL).

Na prática, o grupo funciona como um mecanismo semelhante a uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), dando condição aos senadores de conduzir apurações sem a necessidade de instalar o colegiado.

O foco será em acompanhar investigações feitas pelo Banco Central (BC), Polícia Federal (PF) e o Tribunal de Contas da União (TCU).

CAE tenta protagonismo com polêmica do Banco Master

A CAE do Senado cria grupo de trabalho para acompanhar investigações sobre o Banco Master, funcionando como uma CPI sem instalação formal;

O colegiado poderá ouvir autoridades, solicitar documentos e realizar diligências com apoio técnico do Senado.

Ao final, será produzido um parecer com análises, recomendações e possível proposição de medidas para reforçar a fiscalização financeira.

A oposição pressiona pela criação de uma CPMI, mas o Senado não tem prazo definido para oficializar a comissão.

O colegiado poderá ouvir especialistas e autoridades em audiências públicas, chamar gestores para prestar esclarecimentos, solicitar documentos oficiais e realizar diligências, contando ainda com o apoio técnico das áreas de consultoria do Senado.

Ao final da apuração, os trabalhos devem culminar na apresentação de um parecer com análises e encaminhamentos, incluindo a eventual proposição de medidas legislativas para ampliar o controle e a fiscalização do sistema financeiro.

O grupo de trabalho será composto pelos seguintes senadores:

Damares Alves (Republicanos-DF);

Eduardo Braga (MDB-AM);

Esperidião Amin (PP-SC);

Fernando Farias (MDB-AL);

Leila Barros (PDT-DF); e

Randolfe Rodrigues (PT-AP).

Pedido de CPMI

Como mostrou o Metrópoles, a oposição está pressionando pela abertura de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar o caso do Banco Master. A ofensiva deve vir principalmente depois do Carnaval.

O grupo favorável ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) afirma que já atingiu 280 assinaturas: 238 deputados e 42 senadores.

Para uma comissão de investigação ser aberta, no entanto, o requerimento de criação deve ser lido em uma sessão conjunta pelo respectivo presidente da Casa. Neste caso, precisa ser proferida pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).

Regimentalmente, no entanto, não há prazo para que Alcolumbre faça a oficialização da CPMI. O requerimento sugere a composição de 30 membros, 15 senadores e 15 deputados, e uma duração inicial de 180 dias, podendo ser prorrogada.

Metrópoles

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