
A investigação sobre a morte de Juliana Faustino Bassetto, de 27 anos, ocorrida após uma aula de natação em uma academia na Zona Leste de São Paulo, revelou que o marido da vítima teve papel decisivo para evitar uma tragédia ainda maior. Vinicius Oliveira foi responsável por alertar outras pessoas sobre o risco no local ao perceber que algo não estava normal.

O caso aconteceu no último sábado (7), na academia C4 Gym. De acordo com o delegado Alexandre Bento, do 42º Distrito Policial, Vinicius reagiu rapidamente ao notar a situação de perigo e começou a pedir que os frequentadores deixassem a piscina.
Graças ao marido da Juliana, que percebeu o perigo e começou a pedir para que as pessoas deixassem a piscina, outras não chegaram a falecer”, afirmou o delegado ao jornal O Globo.
Segundo familiares, Vinicius entrou primeiro na piscina, seguido por Juliana. Ao tentar sair da água, a jovem já demonstrava sinais de mal-estar. Além dela, Vinicius e um adolescente de 14 anos, identificado como Gabriel, também passaram mal e permanecem internados em estado grave. O marido da vítima foi entubado na noite de domingo (8). Outras duas pessoas receberam atendimento médico e já tiveram alta.

A principal linha de investigação aponta que Juliana pode ter sido vítima de uma intoxicação provocada pela inalação de produtos químicos usados na limpeza da piscina. Durante a perícia, a polícia encontrou no local um balde contendo cerca de 20 litros da substância.
Em nota oficial, a direção da academia lamentou o ocorrido e afirmou que prestou socorro imediato aos envolvidos. No entanto, foi constatado que o estabelecimento não possuía alvará de funcionamento e, por isso, acabou sendo interditado no domingo.

O caso segue sob investigação para apurar responsabilidades e esclarecer as circunstâncias do acidente.
Diário do Nordeste