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Teresa de Jesus nasceu e foi enrolada em um pano de prato, que estava sendo usado como compressa morna para amenizar as dores das contrações.

A médica cearense Rebeca Dourado deu à luz a quarta filha em um parto emocionante, dentro do próprio carro, a poucas quadras do hospital, em Fortaleza. A mãe compartilhou o vídeo do nascimento de Teresa de Jesus nas redes sociais e a história rapidamente viralizou nos últimos dias. A publicação conta com mais de sete milhões de visualizações no Instagram.

No caminho, a bolsa estourou. No momento em que isso aconteceu, tive a certeza de que ela nasceria ali. Quando vi, Teresa de Jesus já estava nos meus braços", relata Rebeca. A menina completou cinco meses.

A médica lembra que, após o nascimento, o marido, Denis Bezerra de Araújo, não sabia como reagir e perguntou:

 Nasceu? Como assim nasceu? O que eu faço?”.

Especializada em ginecologia e obstetrícia, Rebeca conta que olhou para ele e disse:

Você vai dirigir e nos levar ao hospital. Vamos só desligar o ar-condicionado e pegar algum pano para enrolá-la.”

Teresa, então, foi enrolada em um pano de prato, que antes estava sendo usado como compressa morna para amenizar as dores das contrações.

Após o nascimento, os pais continuaram até o hospital para os procedimentos de rotina e foi constatado que a bebê estava saudável.

Mãe de Gabriel, de 10 anos, João, de 6, e Ester, de 3, ela relata que cada parto foi uma experiência diferente, entre cesáreas e partos naturais.

Nenhuma das quatro experiências foi traumática ou triste; muito pelo contrário. Cada parto foi especial à sua maneira. E cada nascimento foi único”.

Marido cardiopata sofreu AVC meses antes

No vídeo do nascimento, Denis comenta:

Seu pai é cardiopata e você ainda faz isso comigo?”. Rebeca disse que, cinco meses antes do nascimento de Teresa, o marido sofreu um AVC.

Após o AVC, descobrimos que ele nasceu com um pequeno buraco no coração, uma cardiopatia chamada Comunicação Interatrial, também conhecida como CIA”, explicou. 

Segundo Rebeca, o pai fará uma cirurgia corretiva ainda neste semestre.

Apesar da descoberta, Rebeca manifesta que

 nós somos realmente testemunhas de grandes milagres”.

Para a médica, o que mais a marcou nesta experiência de parto foi a simplicidade.

A gente projeta o melhor enxoval, os melhores panos para acolher o nosso filho, as melhores roupas de maternidade... e, na verdade, uma criança não precisa disso. Ela só precisa do que teve ali naquele momento: o pai, a mãe e as bênçãos de Deus”, finaliza a médica.

Diário do Nordeste

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