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Casal teria premeditado a morte do soldado da Polícia Militar, que foi alvo de disparos de arma de fogo e depois teve o corpo queimado dentro do próprio carro

A policial militar (PM) Júlia Natália Girão Gomes e o marido Antoneudo Ribeiro Lima Júnior foram indiciados pela Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE) pela morte do soldado da PM, Raphael Sampaio da Silva, assassinado a tiros e carbonizado. Contra o casal, que está preso desde o dia 11 de agosto, horas após o fato, os investigadores disseram haver indícios suficientes de que eles premeditaram o crime.

Júlia e Antoneudo responderão por homicídio qualificado, que teria sido praticado por motivo fútil, visto que entre Júlia e o soldado morto havia um relacionamento extraconjugal.

Há ainda indícios de retaliação, ciúme e possessividade envolvidos, conforme a investigação, conduzida pela Delegacia de Homicídios contra Agentes de Segurança Pública do Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP).

Testemunhas disseram em depoimento que Antoneudo sabia que a esposa tinha um caso com o colega de farda, de batalhão e viatura.

Após o indiciamento, que foi feito na última sexta-feira (21), o caso foi enviado novamente à Justiça e ao Ministério Público do Ceará (MPCE), que devem se posicionar.

O Diário do Nordeste solicitou nota atualizada sobre o caso à PCCE, mas não recebeu retorno até a publicação desta matéria.

Marido de PM teria disparado contra soldado

A reportagem apurou que há indícios de que Antoneudo Ribeiro foi o executor dos disparos que mataram Raphael. Foi confirmado também, segundo laudos periciais, que ele teve um ferimento compatível com queimadura de segundo grau, indicando que ele queimou o automóvel do PM com o militar dentro, segundo antecipado pelo Diário do Nordeste em matéria publicada no último sábado (22).

A participação de Júlia não é diminuída, e a investigação destaca as incompatibilidades entre os depoimentos dela e os fatos. Ela foi acusada de tentar ocultar sua participação no crime e se fingir de vítima. Inicialmente, ela apresentou uma versão de que foi mantida em cativeiro e deixada amarrada na BR.

Os indiciados foram enquadrados em três qualificadoras de homicídio:

Por motivo torpe;

De forma a impedir ou dificultar a defesa da vítima;

Com participação de mais de uma pessoa.​‌

O advogado de Júlia, Walmir Medeiros, informou que pediu à Justiça a soltura da soldado, e disse que só vai se posicionar sobre o indiciamento após a manifestação dos outros órgãos. Já a advogada de Antoneudo não respondeu à reportagem.

Diário do Nordeste

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