Brasil

Medicamento é fabricado nos Estados Unidos e foi cedido com exclusividade para o tratamento do influenciador

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou, nesta sexta-feira (4), a importação de um medicamento em fase experimental que irá ajudar no tratamento do influenciador Lito Sousa, diagnosticado com a doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ).

Ao Diário do Nordeste, o órgão federal informou que o pedido foi feito pelo Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, onde Lito ficou internado por mais de 20 dias.

A instituição solicitou a autorização para uso individual, mediante importação por pessoa física,

já que o paciente foi aceito em um programa de uso compassivo de uma empresa no exterior".

A avaliação considerou que se trata de uma enfermidade neurodegenerativa com evolução rápida, letal e irreversível. Além disso, a autorização em caráter excepcional foi adotada diante da ausência de patrocinador ou representante responsável no Brasil", disse a agência, em nota.

Caso inédito

Segundo a Anvisa, esse tipo de autorização costuma ser usado em casos bastante específicos, como de produtos sem registro ou estudo no Brasil.

O órgão ainda ressaltou que, pelo produto estar ainda em desenvolvimento clínico, ele não poderá ser distribuído em massa. Lito, portanto, será a primeira pessoa no mundo a testá-lo.

Com a liberação, a importação do medicamento ficará a cargo da equipe médica que acompanha o paciente. A Anvisa não informou, porém, se há previsão de chegada da substância no Brasil, nem detalhes sobre como o tratamento será conduzido.

Diário do Nordeste

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