Entretenimento

Com a popularização cada vez maior das redes sociais, criar conteúdo deixou de ser uma brincadeira e passou a ser parte da rotina de muitas pessoas. O Glediston Fernandes é estudante de odontologia aqui em Patos e começou publicando apenas fotos, mas foi durante a pandemia que ele começou a apostar em conteúdos relacionados a maquiagem artística. Foi aí que ele viu os números de engajamento aumentarem. Somadas suas redes sociais, são quase 900 mil seguidores.

Para a consultora em redes sociais, Izza Simões, a facilidade em conquistar atenção e a possibilidade de se tornar conhecido, faz com que mais pessoas apostem em conteúdos digitais.

O problema disso tudo é que acompanhado do sucesso repentino, vem também as reações do público, chamados de seguidores. E essa forma de reagir nem sempre é muito saudável.

Recentemente, uma tragédia chamou atenção para o assunto. Após ataques sofridos por usuários de uma rede social de vídeos, Lucas Santos, de apenas 16 anos, filho da cantora paraibana Walkiria Santos, foi encontrado morto em um vão da casa onde morava, em Natal. Um dia antes, Lucas havia publicado um vídeo no tik tok simulando a tentativa de um beijo em um amigo, o que gerou comentários agressivos contra o jovem na rede social.

Diante de toda essa repercussão, um projeto de lei com o nome de Lucas Santos, de autoria do deputado federal Julian Lemos foi apresentado na Câmara dos Deputados e prevê a criminalização da prática de 'haters' no mundo virtual, com pena de um a quatro anos de prisão, além de multa, para quem disseminar ódio ou proferir comentários discriminatórios de qualquer natureza, que causem danos à integridade psíquica da criança e do adolescente.

Para quem é vítima de algum tipo de ataque na internet, ou vítima dos chamados “cancelamentos”, as marcas podem ficar por muito tempo e em muitos casos, é necessário, até, ajuda de especialistas para saber lidar com essas situações.

Compartilhe: