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A derrota por 1X0 para o Ceará, na última quarta-feira (03), que acabou com uma invencibilidade de 13 partidas, mas não foi suficiente para eliminar o Timão da quarta fase da Copa do Brasil.

Tendo uma ótima vantagem obtida no jogo de ida, em Fortaleza, quando venceu por 3 a 1, o Corinthians foi a campo com uma escalação bem parecida com a que venceu o Santos no último domingo, pela semifinal do Paulistão. Mas postura diferente.

Em boa parte do jogo (principalmente a partir da segunda metade do primeiro tempo), o Timão baixou as linhas de marcação exageradamente, esperou o Ceará no campo de defesa e não fez questão de ter a posse de bola.

Mesmo sem empolgar os mais de 36 mil torcedores que foram a Itaquera, a estratégia poderia até ter surtido efeito se a equipe conseguisse criar uma armadilha para os visitantes e encaixasse contra-ataques, mas não foi isso o que aconteceu.

Lento na transição da defesa para o ataque e penso para o lado esquerdo, já que Fagner e Júnior Urso não brilharam e Vagner Love mais uma vez esteve em noite apagada, o Corinthians criou pouco. A melhor chance foi aos quatro minutos, em bola na trave de Clayson, o melhor em campo.

Embora sonolento, o Timão tinha a partida sob controle. O Ceará foi aumentando a posse no decorrer do jogo, mas terminou a primeira etapa com poucas chances claras de gol.

É impossível cravar que faltou concentração ou que os jogadores sentiram o cansaço, mas aos poucos o Corinthians tirou o pé do acelerador e pagou caro por isso. Carille, inclusive, negou que o time tenha se acomodado no resultado do jogo de ida.

A expulsão de Cássio, aos 16 minutos do segundo tempo, para completar, fez a equipe passar sufoco e correr o risco de perder uma classificação que já estava encaminhada.

O Timão sofreu nos cinco mata-matas que teve em 2019: antes do susto contra o Ceará, esteve duas vezes atrás do placar contra o Ferroviário-CE e precisou virar um 2 a 0 diante do Avenida-RS (ambos pela Copa do Brasil).

E passou nos pênaltis contra a Ferroviária, na quartas de final do Paulistão, e Racing, pela primeira fase da Copa Sul-Americana. Sob uma perspectiva otimista, é possível avaliar que isso cria uma "casca" na equipe e mostra que, mesmo sem encher os olhos, o Corinthians é eficiente.

Mas só isso não basta. A atuação contra o Ceará precisa deixar lições, algumas delas já para a decisão contra o Santos, segunda-feira, valendo vaga na final do Paulistão.
 

 

Ge

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