
É evidente que todo título tem de ser comemorado, ainda mais quando se faz história como o Corinthians fez neste domingo (21), ao conquistar o tricampeonato do Paulistão e repetir um feito de 80 anos atrás, quando o Timão venceu três estaduais seguidos pela última vez.
Mais até do que o desempenho na vitória por 2 X 1 sobre o São Paulo, neste domingo, em Itaquera, há de se ressaltar (e elogiar) o discurso do técnico Fábio Carille minutos depois da conquista do Corinthians.
"(Dos três títulos) Acho que foi o que a gente menos merecia".
"Em 2017, jogamos muito, em 2018 mais ou menos, esse ano pouco".
"Espero que esse título ganhe uma casca maior para jogar melhor e convencer também".
As três frases mostram um Carille consciente de que é preciso manter os pés no chão e entender que o Corinthians oscilou mais do que se esperava no estadual. O título, então, é tratado na medida certa: uma conquista que deve ser valorizada, mas não servir de muleta para o desempenho da equipe.
Ainda estamos, afinal, em abril. O Corinthians tem Copa do Brasil, Copa Sul-Americana e Brasileirão pela frente e não quer ter o mesmo destino de 2018, quando venceu o Paulistão na casa do rival Palmeiras, achou que estava num estágio ideal, mas perdeu fôlego (e jogadores) ao longo da temporada, terminando o ano de maneira melancólica.
O Corinthians de 2019 ganhou a casca citada por Carille ao repetir o padrão das últimas temporadas e se sair bem nos jogos grandes. Nessas partidas, o técnico também ganhou jogadores que vinham oscilando ou estavam em baixa – Danilo Avelar, Manoel, e mais recentemente Ramiro.
A começar pelo jogo desta quarta-feira, contra a Chapecoense, em Itaquera, quando o time vai precisar inverter uma vantagem de 1 a 0 conquistada pelo rival no jogo de ida da quarta fase da Copa do Brasil.
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