
Alberto Valentim deu fim a sua primeira passagem como técnico do Vasco na tarde deste domingo (21), no Maracanã. A derrota por 2 X 0 para o Flamengo que culminou com a perda do título do Carioca foi a gota d'água para um desgaste que já vinha sendo administrado pela diretoria, mas que chegou ao seu limite, principalmente pela pressão externa que existia sobre dele.
Após o jogo, Alberto Valentim participou da roda com os jogadores, elogiou a atitude do time e foi para sua sala. No mesmo instante, membros da diretoria, inclusive o presidente Alexandre Campello, se reuniram dentro do vestiário e decidiram pela demissão do treinador. Ele recebeu a notícia antes mesmo de sair, tanto que nem se dirigiu para a coletiva de imprensa.
Desgaste e pressão da torcida
O trabalho de Valentim tinha um reconhecimento grande da diretoria administrativa do Vasco, desde quando assumiu o time na temporada passada e conseguiu escapar do rebaixamento. Internamente, comenta-se que ele ainda será um técnico de ponta. Mas, aos poucos, os resultados negativos deste ano e as constantes críticas da torcida foram minando esta proteção sobre ele.
Tudo ganhou uma proporção ainda maior após a perda da Taça Rio para o time reserva do Flamengo. O treinador vinha sendo perseguido pela torcida, que não o poupava durante os jogos. A derrota para o Santos, na última quarta-feira, na Vila Belmiro, quando o técnico entrou em campo com três volantes, também gerou uma série de questionamentos quanto ao seu trabalho. As críticas, que eram destinadas também para a diretoria, se voltaram para ele e deixaram a situação insustentável.
Preocupação com Copa do Brasil
Existia uma preocupação no clube de como seria o comportamento do torcedor na partida da volta, contra o Santos, pela Copa do Brasil, na próxima quarta-feira (24), em São Januário. O time precisa fazer três gols para seguir na competição. Se ganhar de dois de diferença, leva para os pênaltis. Por isso, a importância de se ter um ambiente favorável também pesou na demissão.
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