
O medo no Palestra Itália pode se dissipar.
A preocupação maior da presidente Leila Pereira é bem maior do que a pressão das organizadas por reforços. Ou a ausência de substitutos para Danilo e Gustavo Scarpa.

A dirigente maior do Palmeiras e seus principais assessores tinham o grande receio de que Abel Ferreira fosse escolhido para ser o treinador da Seleção Brasileira, no lugar de Tite.
O português foi, disparado, o melhor treinador neste país, desde outubro de 2020, quando chegou ao Brasil.
Conquistou duas Libertadores, uma Recopa Sul-Americana, um Brasileiro, uma Copa do Brasil. E um Paulista.
Ninguém ganhou tanto quanto ele, neste período.
Apesar de contar com muitos defensores na CBF, Ednaldo Rodrigues decidiu ouvir com atenção os que insistem que o treinador palmeirense demonstrou muita competência, mas é um técnico que não demonstra ser maleável.

Já cansou de reclamar do calendário brasileiro organizado pela CBF, se queixou de convocações, é muito rígido em relação ao comportamento de seus jogadores, mesmo as estrelas palmeirenses. Na Seleção, principalmente Neymar tem um tratamento diferenciado, por ser o melhor jogador desta geração.
Pesa contra ele também a insistência de dirigentes. Eles acreditam que o Palmeiras conquistou os títulos sob o comando do treinador português atuando de uma forma que não combina com o futebol brasileiro. Com muita marcação e contragolpes. Deixando a iniciativa para o adversário.
Ednaldo quer um treinador de renome internacional. Abel Ferreira ainda não tem sequer uma conquista como técnico no exterior.
Depois de ouvir inúmeros presidentes de federações, sua base eleitoral, ele decidiu que o melhor é mesmo, neste instante, esquecer o técnico do Palmeiras.

E buscar um treinador com trabalho reconhecido no mundo.
Vai embarcar mesmo para a Europa com esta missão.
Ele já recebeu o 'não' de intermediários que sondaram Carlo Ancelotti, no Real Madrid, e Pep Guardiola, no Manchester City.
José Mourinho, da Roma, também disse 'não'.
Por R7/Foto: REPRODUÇÃO/CONMEBOL