Esportes

Treinador se posicionou em relação às novas atualizações da Operação Penalidade Máxima, do Ministério Público de Goiás, que investiga manipulação de resultados Brasil afora

Nos últimos meses, um assunto vem tomando conta do cenário esportivo nacional: a operação do Ministério Público de Goiás (MP-GO), que visa a desarticulação de um esquema de apostas no futebol em pelo menos 12 estados brasileiros. Muitas figuras futebolísticas do país se manifestaram sobre o assunto, entre eles, o técnico Luan Carlos, do Campinense, que declarou que o futebol está pedindo socorro.

Em entrevista coletiva concedida no CT do Campinense, Luan Carlos foi perguntado sobre a Operação Penalidade Máxima, que já está na sua 2ª fase. A investigação gira em torno de um esquema de apostadores em conluio com jogadores que forjavam situações, como pênaltis e cartões propositais, durante as partidas.

— Fico muito triste em ver as atuais notícias sobre o assunto, mas eu acredito que tem pessoas especializadas no assunto, buscando averiguar o que é fato e o que é boato para tentar anular isso. O que estamos vendo neste momento é que o futebol pede socorro por transparência, por caráter — disse o treinador raposeiro.

As investigações, que já envolvem clubes e jogadores da Série A do Campeonato Brasileiro e de alguns estaduais Brasil afora, chegaram, inclusive, ao futebol paraibano. Na última terça-feira (16), Bruno Paraíba, ex-jogador e filho do também ex-jogador Marcelinho Paraíba, foi citado pelo MP-GO.

Ele aparece em uma troca de mensagens com Bruno Lopez, o BL, apontado como mentor do esquema. Nas conversas, os dois negociavam um esquema para a quantidade de escanteios na partida entre Treze e São Paulo Crystal, na semifinal do Campeonato Paraibano. Mas o ex-jogador teria indicado também a garantia de vitória do Galo.

Também na terça-feira, o STJD suspendeu oito jogadores das séries A, B e C do Brasileirão por 30 dias. Essa foi a primeira ação oficial para impedir jogadores citados na operação de atuarem em campo. Antes disso, nada impedia os atletas de serem relacionados e entrarem em campo. Luan Carlos também opinou sobre a postura dos jogadores que foram coniventes com o esquema.

— Tem tanta gente lutando por um espaço nesse meio, precisando trabalhar, e nós vemos notícias como essas, que nos entristecem demais. A gente espera que, o mais breve possível, isso seja resolucionado, seja averiguado com os departamentos que são desse meio e que seja resolvido. De fato, está envergonhando o nosso futebol.

Ao todo, 15 jogadores já foram indiciados pela Justiça. Alguns clubes já anunciaram a rescisão contratual de alguns desses atletas. Entre eles, o lateral-direito paraibano Nino Paraíba, que teve seu contrato com o América-MG encerrado após as denúncias.

ge PB

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