
Desde o início da guerra na Ucrânia, em 24 de fevereiro de 2022, o conflito no Leste Europeu se tornou um dos mais letais do período posterior à Segunda Guerra Mundial. O CSIS (Centro para Estudos Estratégicos e Internacionais) estima que as baixas militares se aproximam da marca de dois milhões de soldados, somando mortos, feridos e desaparecidos. Já a ONU (Organização das Nações Unidas) contabiliza cerca de 15 mil civis mortos.
Segundo o levantamento do CSIS, a Rússia lidera o número de baixas militares, com quase 1,2 milhão, sendo 325 mil mortos. Já as forças ucranianas sofreram cerca de 600 mil baixas, com 140 mil mortos.

Mesmo diante do número de fatalidades e da economia em declínio em ambos os países, ainda não há expectativa de um acordo de paz, segundo especialistas. Em entrevista à Record News, Uriã Fancelli, analista de relações internacionais, observou que Putin e Zelensky deixaram seus objetivos para enfrentarem uma batalha de resistência com altos custos.
Como começou a guerra na Ucrânia
Após meses de tensão e conversas diplomáticas que não avançaram, o governo russo passou a concentrar forças militares na fronteira com a Ucrânia, no fim de 2021. A invasão foi motivada por uma série de fatores que incluíam desde disputas antigas, como a influência da Rússia sobre o território ucraniano, até a aproximação de Kiev com a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte).
Dias antes da ofensiva, o presidente Vladimir Putin reconheceu como independentes duas regiões separatistas no leste da Ucrânia e anunciou que autorizou uma operação militar para proteger ucranianos pró-Rússia que viviam nessas áreas.

Em 24 de fevereiro de 2022, forças russas cruzaram a fronteira e iniciaram ataques em diferentes pontos do território, dando início ao conflito armado de uma crise que se prolongava há meses. A princípio, acreditava-se que a operação duraria poucos dias. O objetivo de Putin era ocupar a capital da Ucrânia, no entanto, suas tropas entraram em embate com as ucranianas.
Acordo de paz
Após quatro anos de guerra, quase duas milhões de baixas militares e cerca de 15 mil civis mortos, os países ainda conversam sobre um acordo de paz. Na última quarta-feira (18), representantes dos Estados Unidos, Ucrânia e Rússia se reuniram em mais uma rodada de negociações, em Genebra, na Suíça, mas deixaram o encontro sem um consenso para acabar com a guerra.

O presidente Zelensky acusa Moscou de não demonstrar disposição suficiente para avançar nas negociações, além de pedir uma participação maior de países europeus nas tratativas.
Um dos principais obstáculos entre os países ainda é o controle de áreas no leste ucraniano. Enquanto o governo russo insiste em manter domínio sobre territórios estratégicos, a Ucrânia descarta renunciar a regiões que ainda administra.
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