
De janeiro a abril de 2022, a Paraíba registrou 61,9% menos óbitos maternos do que no mesmo período do ano anterior. Os dados são do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) e informam que, nos quatro primeiros meses de 2021, ocorreram 21 mortes maternas contra oito do primeiro quadrimestre de 2022. A redução ocorre no momento em que a Paraíba ampliou o Centro Estadual de Regulação Hospitalar para atuar também nos cuidados maternos.

Desde março de 2022, o complexo regulador estadual monitora e direciona os leitos na linha materno-infantil, com objetivo de centralizar as solicitações para disponibilizar o leito para as usuárias em tempo oportuno, reduzindo os índices de mortalidade materna. Desde a implantação, o serviço de regulação obstétrica já atendeu 3.033 pacientes, sendo 1.040 da 1ª Macrorregião de Saúde, 1.339 da 2ª macro e 627 da 3ª.
Há ainda 27 pacientes oriundos de outros estados. Os municípios que mais atenderam pacientes foram João Pessoa, localizada na 1ª macro, com 474 regulações; Campina Grande, na 2ª macro, com 303 regulações e Patos, na 3ª macrorregião de saúde, com 81 pacientes regulados.

Segundo a secretária estadual de Saúde, Renata Nóbrega, essa ação representa garantia de atendimento para as gestantes em todas as regiões do estado.
A partir de 1º de março, as nossas gestantes são acompanhadas pela regulação estadual, garantindo o monitoramento do cuidado humanizado e qualificado para as mães e os bebês que necessitam de cuidados de alto risco, independente do município onde elas estejam”, explica.
Ao mesmo tempo, a Paraíba investiu mais de R$ 7 milhões em equipamentos para a rede materno-infantil, que contemplam 13 hospitais. O investimento foi direcionado para as salas de parto de todo o estado e também tem proporcionado melhorias nos leitos das Unidades Intensivas Neonatais e no acompanhamento do pré-natal ao puerpério, levando a garantia da saúde à população paraibana. Somente em Cajazeiras, o estado dobrou o número UTIs Neonatais, saindo de três para seis, contemplando os 15 municípios da região. Essas intervenções reduziram o número de transferências de pacientes do Sertão (3 ª Macrorregião de Saúde) para Campina Grande (2ª macro).

Renata Nóbrega explica a importância desse investimento para o cuidado materno-infantil.
Essa redução na mortalidade materna é resultado conjunto da implantação da regulação estadual do fluxo da obstetrícia e do amplo investimento do Governo nas maternidades de toda Paraíba, com equipamentos de última geração. É importante equipar as unidades obstétricas de todo estado e garantir que as pacientes possam ser encaminhadas para outros centro de referência, caso precisem desse suporte”, finaliza.
Secom