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A taxa média de desocupação da Paraíba em 2025 atingiu 6%, registrando o menor nível desde o início da série histórica, em 2012, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD C) Trimestral, divulgada pelo IBGE nesta sexta-feira (20). O indicador ficou acima da taxa média brasileira (5,6%) e abaixo da média do Nordeste (7,9%). Em comparação às demais unidades da federação, a Paraíba apresentou a 15ª maior taxa de desocupação no ano, mas foi a menor entre os estados do Nordeste. O recuo verificado entre 2024 e 2025 confirma o movimento de redução observado nos últimos 4 anos, tanto no estado, como em nível regional e nacional.
O nível de ocupação também apresentou melhora em 2025, alcançando 52,1%, valor superior ao registrado no ano anterior (50%). A trajetória de crescimento vem sendo observada desde 2021, após o indicador ter registrado, no ano de 2020, o menor valor da série histórica (40,2%). Ressalta-se que o resultado de 2025 foi o maior nível observado desde 2015 (52,7%). Apesar do avanço, o indicador permaneceu abaixo da média nacional (59,1%), porém acima da média do Nordeste (50,4%). Entre as unidades da federação, a Paraíba apresentou o 8º menor nível de ocupação no período, ainda que mantendo trajetória de recuperação desde 2021.

A taxa de informalidade na Paraíba foi de 49% em 2025, apresentando redução em relação a 2024 (50,4%). Mesmo com a queda, a taxa permaneceu acima da média nacional (38,1%) e ligeiramente abaixo da média do Nordeste (50,8%). No conjunto das unidades da federação, esse percentual representou a 7ª maior taxa de informalidade no ano. As maiores taxas de informalidade foram registradas no Maranhão (58,7%), Pará (58,5%) e Bahia (52,8%). No outro extremo, estão Santa Catarina (26,3%), Distrito Federal (27,3%) e São Paulo (29,0%).
Com relação aos rendimentos, o rendimento médio mensal real habitual das pessoas ocupadas na Paraíba alcançou R$ 2.577 em 2025, voltando a crescer após ter recuado entre 2023 (R$ 2.638) e 2024 (R$ 2.412). Entretanto, permaneceu abaixo da média nacional (R$ 3.560) e acima da média da região Nordeste (R$ 2.475). Entre as unidades da federação, a Paraíba apresentou o 7º menor rendimento médio no ano. Os maiores rendimentos médios mensais reais foram observados no Distrito Federal (R$ 6.320), em São Paulo (R$ 4.190) e Rio de Janeiro (R$ 4.177), enquanto os menores foram encontrados no Maranhão (R$ 2.228), Bahia (R$ 2.284) e Ceará (R$ 2.394).
Taxa composta de subutilização da Força de Trabalho recua para novo nível histórico de 21,8%

A taxa composta de subutilização da força de trabalho, que inclui pessoas desocupadas, subocupadas por insuficiência de horas e na força de trabalho potencial, diminuiu de 24,3% em 2024 para 21,8% em 2025, menor valor da série histórica. Apesar da redução, o indicador estadual permaneceu acima do nacional (14,5%), mas abaixo da taxa registrada para o Nordeste (24,6%). Entre as unidades da federação, a Paraíba apresentou a 7ª maior taxa composta de subutilização no ano.
Taxa de desocupação na Paraíba recua no 4º trimestre de 2025, com estabilidade no nível de ocupação e avanço do emprego com carteira
No 4º trimestre de 2025, estima-se que a taxa de desocupação da Paraíba ficou em 5,7%, com queda de 2,8 p.p. em relação ao mesmo trimestre de 2024 (8,5%) e recuo de 1,3 p.p. frente ao trimestre imediatamente anterior (7%). A população desocupada era de 103 mil pessoas, com diminuição na comparação anual (155 mil) e em relação ao trimestre anterior (126 mil). O contingente de desocupados diminuiu em 25 mil pessoas na comparação com o trimestre imediatamente anterior e 51 mil pessoas a menos do que no mesmo trimestre de 2024.
A população ocupada foi estimada em 1,704 milhão de pessoas, no 4º trimestre de 2025, não apresentando variação estatisticamente significativa em relação ao 4º trimestre de 2024 (1,671 milhão) e, também, em relação ao 3º trimestre de 2025 (1,689 milhão). Por conta disso, o nível da ocupação estadual, estimado em 51,2% para o 4º trimestre de 2025, não apresentou variação estatisticamente significativa em relação ao mesmo trimestre do ano anterior (50,5%) e em relação ao 3º trimestre de 2025.

Entre os empregados no setor privado (exclusive trabalhadores domésticos), o contingente sem carteira de trabalho assinada foi estimado em 368 mil pessoas, registrando aumento de 15,2% (49 mil) na comparação com o mesmo trimestre do ano anterior, revelando que o emprego informal privado foi o principal alavancador da ocupação no estado, nesse período. O subgrupo com carteira assinada foi estimado em 446 mil pessoas e não apresentou variação significativa em relação às comparações anual (426 mil) e em relação ao 3º trimestre de 2025 (440 mil).
O indicador de subutilização da força de trabalho na Paraíba, que agrega desocupados, subocupados por insuficiência de horas e a força de trabalho potencial, foi estimado em 385 mil pessoas no 4º trimestre de 2025, o que representa redução de 79 mil pessoas ante o 4º trimestre de 2024 (–17,1%) e queda de 19 mil na comparação com o trimestre imediatamente anterior (–4,6%). Isso contribuiu para que a Taxa composta de subutilização da força de trabalho tivesse redução de 3,7 pontos percentuais entre o 4º trimestre de 2024 (23,3%) e o 4º trimestre de 2025 (19,6%).

Já a população desalentada foi estimada em 105 mil pessoas, queda de 15,2% em relação ao mesmo trimestre de 2024 e alta de 8,6% frente ao 3º trimestre de 2025, enquanto a população subocupada por insuficiência de horas alcançou 121 mil pessoas (–14%) na comparação anual e 1,7% em relação ao trimestre anterior). A força de trabalho potencial somou 161 mil pessoas, com queda de 6,8% na comparação interanual e alta de 3,1% na comparação trimestral.
Entre os principais grupamentos que apresentaram crescimento entre o 4º trimestre de 2024 e o 4º trimestre de 2025, destacaram-se: Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais, com aumento de 19 mil pessoas (5,1%); Informação, comunicação e atividades financeiras, com acréscimo de 15 mil pessoas (8,7%); Transporte, armazenagem e correio, que apresentou aumento de 12 mil pessoas (17,1%), sendo o maior crescimento proporcional em 12 meses.
Por fim, no rendimento, o valor médio real habitual, estimado em R$ 2.662 no 4º trimestre de 2025, não apresentou variação estatisticamente significativa nem em relação ao 4º trimestre de 2024 (R$ 2.540), nem frente ao 3º trimestre de 2025 (R$ 2.588).
Pauta Real