
O Hospital do Servidor General Edson Ramalho, unidade do Governo da Paraíba gerenciada pela Fundação Paraibana de Gestão em Saúde (PB Saúde) em João Pessoa, foi palco de uma história marcada por urgência, reviravoltas e superação, que reforça o compromisso da instituição com o cuidado materno-infantil no estado.

Com 27 semanas de gestação, a jovem Alice Fabião da Silva, de 22 anos, deu entrada na unidade, no dia 11 de fevereiro, em estado grave, após ser encaminhada por uma outra unidade hospitalar. O que começou como uma dor abdominal intensa evoluiu rapidamente para um quadro crítico: uma apendicite já perfurada, com risco para a mãe e o bebê.
Diante da gravidade da situação, a equipe médica agiu com rapidez e precisão. Após avaliação criteriosa e atuação integrada entre obstetrícia, cirurgia, anestesia, enfermagem e UTI, foi indicada a realização de um procedimento cirúrgico por videolaparoscopia, técnica minimamente invasiva fundamental para controlar a infecção e preservar a gestação. A intervenção foi realizada com sucesso, evitando a interrupção da gravidez e garantindo maior segurança materno-fetal.

A rapidez no diagnóstico e a tomada de decisão foram determinantes. Optar por uma técnica minimamente invasiva garantiu mais segurança para a mãe e para o bebê”, destacou Aluizio Lopes, diretor técnico da unidade.
O período seguinte foi de intenso desafio. Alice passou por novas intercorrências clínicas, enfrentou infecções, instabilidade nos indicadores vitais e chegou a ser internada na UTI. Mesmo em meio às dificuldades, a gestação seguiu acompanhada de forma rigorosa, com monitoramento contínuo e suporte especializado.

O médico coordenador da maternidade, Moisés Cartaxo, ressaltou o trabalho conjunto das equipes.
Casos como esse exigem preparo técnico, experiência e atuação multiprofissional. A estrutura da unidade e o acompanhamento permanente foram essenciais para preservar a gestação e estabilizar a paciente”, afirmou.
Durante a internação prolongada, a história ganhou ainda mais significado. Sem possibilidade de deixar o hospital, Alice realizou seu casamento por videoconferência, diretamente da unidade — um momento simbólico vivido entre cuidados médicos e a esperança de dias melhores.
Recentemente, após um episódio de pânico que desencadeou contrações, a gestante foi encaminhada ao pré-parto para conter o trabalho de parto prematuro. Mais uma vez, a resposta rápida das equipes garantiu a estabilização do quadro. O bebê segue acompanhado de perto, no “tempo dele”, como a própria mãe faz questão de enfatizar.

Emocionada, Alice expressou gratidão pelo acolhimento recebido.
Cheguei com muito medo de perder meu bebê, mas fui acolhida desde o primeiro momento. Em todos os setores, da enfermaria, pré-parto e UTI, sempre encontrei profissionais preparados, humanos e atentos, não importa o horário. Aqui eu fui cuidada como paciente e como mãe”, relatou.
O caso evidencia não apenas a capacidade técnica da unidade, mas também o olhar sensível e integral para cada paciente, reforçando o papel do Hospital Edson Ramalho no atendimento às gestantes.

Secom