Paraíba

Kellyane Brilhante afirmou que a família teme pela segurança da médica após a revogação da prisão cautelar do cantor

A mãe de Raphaella Brilhante, Kellyane Brilhante, afirmou temer pela vida da filha após a soltura do cantor João Lima, acusado de tentativa de feminicídio contra a médica. Na terça-feira (26), a Justiça da Paraíba revogou a prisão cautelar dele.

João Lima foi preso em janeiro, no Presídio Desembargador Flóscolo da Nóbrega, em João Pessoa, após Raphaella Brilhante denunciar episódios de violência doméstica cometidos pelo cantor. As agressões foram registradas por câmeras instaladas na casa dos pais da médica. Os vídeos mostram momentos em que João agride Raphaella com socos e até uma cuspida.

Além da tentativa de feminicídio, João Lima também responde pelos crimes de estupro, lesão corporal no contexto de violência doméstica, violência psicológica contra a mulher, indução ao suicídio e ameaça.

Apesar de a Justiça ter determinado medidas cautelares para João Lima, a mãe de Raphaella Brilhante revelou que sente medo pela vida da filha com a soltura do cantor.

Minha filha denunciou, viveu à base de medicamentos e, hoje, vive dentro de um hospital, com medo, em pânico, sem saber se vai ficar viva, porque ele disse a ela que não ficaria preso por muito tempo. Nós tememos muito pela vida dela e pela nossa vida, agora que ele está solto. Eu confio muito que ele vai voltar para onde não deveria ter saído. A gente vai lutar por isso”, contou.

Kellyane Brilhante ainda disse sentir muita dor e que a soltura de João Lima faz a família reviver tudo o que Raphaella Brilhante passou durante os episódios de agressão.

A minha sensação é de muita dor. É como se a gente estivesse revivendo tudo o que viveu novamente. É como se eu estivesse vendo a minha filha gritando por socorro, como ela gritou pelo pai dentro da minha casa. Hoje, sinto como se ela estivesse privada da liberdade, revelou.

Entre as medidas cautelares determinadas pela Justiça estão o uso de tornozeleira eletrônica; a entrega do passaporte; a proibição de sair da comarca onde reside por mais de oito dias sem autorização judicial; a obrigação de comparecer a todos os atos do processo e sempre que for convocado; além da manutenção do endereço e do residencial e do telefone atualizados no autos. João Lima também segue proibido de se aproximar ou ter qualquer contato com a vítima.

A defesa de Raphella Brilhante afirmou que irá recorrer da decisão.

Portal Correio

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