
O irmão de Luanna Alverga, morta em 2017 pelo namorado, desabafou sobre a sentença do acusado de matá-la. Yuri Ramos Coutinho Nóbrega foi condenado a seis anos em regime semiaberto nesta quinta-feira (11). Luiz Alverga, em entrevista à TV Cabo Branco, demonstrou insatisfação com a decisão da justiça.

Se a gente soubesse que a sentença seria essa, era melhor ter deixado do jeito que tava. Não faz sentido esperar nove anos por alguma coisa e ter uma posição dessa da justiça. Para mim, o sentimento é que o crime realmente parece que compensa.
O julgamento, que ocorreu quase nove anos depois do crime, teve início durante a manhã e se estendeu por quase 10 horas. Após deliberação do conselho do júri, a sentença foi lida pela juíza Francilucy Rejane de Sousa Mota Brandão, e os crimes atribuídos foram homicídio doloso simples, com dolo eventual. Lucas Alverga, primo da vítima, disse que a família vai avaliar a possibilidade de recorrer.

A gente chegou a falar com a advogada. Ela falou que sim, que existe a possibilidade de recorrer da sentença. Então, a gente vai avaliar a possibilidade de rever esse julgamento".
Luiz Alverga, irmão de Luanna, disse também que o pai está doente e ainda não foi informado sobre a sentença do acusado, pelo receio de que o sentimento com relação à pena piore o quadro clínico dele.

A gente, com recomendação médica, não pode informar a ele. Então, assim, uma pessoa que lutou todo esse tempo pedindo justiça e não poder saber nem que a filha foi julgada agora”.
Defesa também vai recorrer
A defesa do réu informou que também vai recorrer da sentença. O advogado Abraão Beltrão disse que a defesa defende a pena de homicídio culposo, que é quando não há a intenção de matar.

Nós queríamos o reconhecimento do homicídio culposo; não foi assim que o júri entendeu, e é absolutamente respeitável a decisão do júri. Vamos recorrer dela de toda forma”.
A denúncia
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Yuri foi denunciado pela 3ª Vara Metropolitana do Tribunal do Júri e responde pelo crime ocorrido em 23 de julho de 2017. O caso é analisado por júri popular em João Pessoa, procedimento em que cidadãos decidem sobre a materialidade e a autoria do crime.

Segundo os autos do processo, o disparo ocorreu por volta das 16h, dentro da residência do tio do réu, Ricardo Sérgio Coutinho Nóbrega, no Condomínio Arruda Câmara, no bairro do Róger, em João Pessoa. A denúncia aponta que Yuri Ramos efetuou um disparo de espingarda calibre 20, arma que pertencia ao tio.
Em depoimentos à polícia e em juízo, o réu admitiu ter feito o disparo, mas afirmou que o tiro foi acidental e que não teve intenção de matar.

g1 PB