Paraíba

Diante os casos de faccionados ligados aos partidos políticos, o MPE quer a implementação de mecanismos de controle antes mesmo do registro oficial das candidaturas

O Ministério Público Eleitoral (MPE) deu um prazo de 10 dias para que os partidos informem as medidas que serão adotadas para evitar infiltração de facções criminosas e milícias na campanha eleitoral de 2026. Conforme a recomendação publicada pelo MPE, nesta terça-feira (30), diante os casos de faccionados ligados aos partidos políticos, o MPE quer a implementação de mecanismos de controle antes mesmo do registro oficial das candidaturas.

De acordo com o procurador regional eleitoral, Marcos Wanderley de Queiroga, as legendas devem implementar filtros internos ainda na fase das convenções partidárias, período em que são definidos os nomes que disputarão as eleições.

Recomenda aos presidentes dos diretórios estaduais dos partidos políticos que fomentem a adoção, pelas agremiações partidárias, de mecanismos mínimos de integridade, governança e fiscalização voltados à prevenção da infiltração de organizações criminosas no processo eleitoral”, diz um dos trechos do documento, assinado pelo procurador.

Ao longo dos últimos anos, diversas cassações foram cumpridas após investigações identificar candidatos com possível envolvimento com o crime e milícias na Paraíba e em vários estados do país. Integrantes das inúmeras facções existentes  teriam atuado para influenciar o processo eleitoral, com ameaças dirigidas a eleitores e apoiadores de adversários políticos, além de suspeitas de compra de votos por diversos meios ilícitos.

A recomendação também alerta que o descumprimento das orientações poderá demonstrar que os dirigentes partidários deixaram, de forma intencional, de adotar as providências necessárias. Essa conduta poderá ser utilizada como elemento de prova em eventuais ações judiciais relacionadas à responsabilização dos envolvidos e à contestação de mandatos eletivos”, traz uma das orientações da recomendação.

ClickPB

 

Compartilhe: