
Dez mulheres foram presas nesta sexta-feira (11) suspeitas de manter atividades criminosas que seriam comandadas pelos próprios maridos de dentro do sistema prisional da Paraíba. As prisões aconteceram durante uma operação da Polícia Civil realizada nos municípios de Bayeux e Santa Rita, na Região Metropolitana de João Pessoa.
Segundo as investigações, após a prisão dos companheiros, algumas das mulheres teriam assumido funções dentro dos grupos criminosos e passado a atuar como ligação entre os integrantes que estavam nos presídios e aqueles que permaneciam em liberdade.

A ação faz parte da terceira fase da Operação Restinga, que tem como objetivo combater organizações criminosas envolvidas principalmente com o tráfico de drogas. Ao todo, 33 mandados judiciais são cumpridos nesta etapa.
Até a última atualização, 13 pessoas haviam sido presas, sendo dez mulheres e três homens. Entre os alvos da operação, 15 já estavam no sistema prisional e outros cinco eram considerados foragidos.
De acordo com o delegado Alexandre Fernandes, as mulheres investigadas são suspeitas de associação para o tráfico, repasse de informações e orientações aos companheiros presos, além de envolvimento com o tráfico de drogas e armas e participação em organizações criminosas.

A Polícia Civil apura que integrantes dos grupos continuariam exercendo influência sobre as atividades criminosas mesmo após serem presos. Do lado de fora das unidades prisionais, outras pessoas seriam responsáveis por dar continuidade às ações.
Além do tráfico de drogas, os grupos investigados são suspeitos de envolvimento em crimes como torturas, homicídios e expulsão de moradores.
As pessoas presas durante a operação foram encaminhadas para exames de corpo de delito e, posteriormente, levadas para a carceragem da Central de Polícia, em João Pessoa.
A terceira fase da Operação Restinga continua, e o balanço de prisões e cumprimento dos mandados ainda pode ser atualizado pela Polícia Civil.
Folha Patoense