Patos

O Instituto Gerir, Organização Social que administra a Maternidade Doutor Peregrino Filho e o Complexo Hospitalar Regional Deputado Janduhy Carneiro de Patos, há meses vem enfrentando problemas envolvendo as duas unidades de saúde. Depois da ameaça dos médicos da maternidade de suspenderem os atendimentos por causa de salários atrasados desde o mês de dezembro de 2018, agora a situação é mais grave e complexa.

Nesta quinta-feira (21), representantes do Conselho Regional de Medicina (CRM-PB) estiveram em Patos para apurar várias denúncias envolvendo a Maternidade Doutor Peregrino Filho. Durante a visita, a diretoria do CRM-PB foi informada pela equipe médica que além dos pagamentos em atraso, o estoque de medicamento se esgota neste sábado (23) e, por isso, o Conselho estabeleceu o prazo de 48h para que o reabastecimento de remédios e insumos seja resolvido, sob pena de uma interdição ética caso o problema não seja sanado.

Sobre as declarações dos membros do Conselho de Medicina da Paraíba, a direção do Instituto Gerir divulgou uma nota de esclarecimento. No texto, a direção não descarta a possibilidade de uma interdição, mas garante que se acontecer não irá afetar as pacientes que já estão internadas na unidade e nem os cuidados com a saúde das mães e dos bebês serão prejudicados.

NOTA DE ESCLARECIMENTO NA ÍNTEGRA

Em respeito aos nossos 72 pacientes, entre mães e bebes, que estão na Maternidade Dr. Peregrino Filho, de Patos, nesta data, recebendo toda a assistência e cuidados que necessitam, e ainda aos nossos profissionais, que apesar da situação momentânea de atraso de salários, em nenhum momento negligenciaram suas condutas, o Instituto Gerir esclarece que a adoção de um plano de contingência no recebimento de pacientes de outras localidades onde já existe assistência à mulher, foi necessária, justamente para preservar o pleno atendimento às pacientes que já estão na unidade.

A situação da Maternidade requer esforços conjuntos para que tudo seja resolvido e as pendências saneadas no menor espaço de tempo possível. Reiteramos que todos os esforços, principalmente, junto a Secretaria Estadual de Saúde, estão sendo feitos a fim de que haja uma solução em breve espaço de tempo.

O contingenciamento de pacientes foi adotado pela direção da Maternidade desde ontem (20), justamente, para assegurar a realização de todas as condutas. Divulgar que ‘poderá haver mortes de mães e bebês’ é prestar um desserviço à sociedade, faltar com a verdade e contribuir para instalar o caos numa situação perfeitamente reversível.

Vale salientar que a intervenção ética solicitada pelo Conselho Regional de Medicina – CRM, após uma visita à Maternidade, a partir de sábado (23), caso as pendências de salários e pagamentos não forem resolvidas, não recai sobre as pacientes já internadas, mas, somente nos novos atendimentos, pois quem está na Maternidade já tem seu internamento e sua conduta assegurados, não existindo nenhuma situação de risco iminente. Asseguramos ainda que as deficiências atuais não comprometem a saúde das mães, nem dos bebês sob os nossos cuidados.

Direção do Instituto Gerir

Compartilhe: