
Para muita gente, a chegada do black friday é a oportunidade perfeita para renovar o guarda roupa, os utensílios da casa e, de quebra, garantir os presentes para as festas de fim de ano. Já para outros, é a chance de realizar um sonhado projeto aguardado durante o ano todo. Mas, o que essas pessoas devem ter em comum é a cautela na hora de colocar a mão no bolso (ou no cartão!).
No comércio de Patos, a black friday já começou mesmo desde o início da segunda quinzena desse mês. São descontos que chagam aos 70%. Em uma loja de eletroeletrônicos no centro, o preço de um smartphone, um dos produtos mais procurados, está por menos de R$ 750. Já um aparelho de televisão smartv que custava R$ 2.158,80, na black friday pode ser encontrado por menos de R$ 1.700. O gerente do estabelecimento, Sergiano Monteiro, explica que os descontos são reais.
Estamos com produtos disponíveis na black friday com até 20% de desconto e temos nos preparado para viver esse momento observando todos os cuidados devidos de distanciamento entre clientes e colaboradores para que todos venham a nossa loja com segurança e comodidade", destacou.

A servidora pública Bárbara Birney está há sete meses em quarentena, trabalho em home office. De lá para cá, abriu mão de velhos hábitos como ir às compras, por exemplo. Ela vai aproveitar as ofertas do black friday para comprar presentes para alguns familiares que há meses não encontra. As compras serão feitas em lojas da cidade que oferecem a opção delivery. Mas, o olho no preço, segundo ela, está bem aberto.
Como eu estou em quarentena há vários meses e sei que provavelmente haverá aglomerações na sexta, então optei por comprar em lojas da cidade que me dêem a opção de observar os preços pelas redes sociais e façam a entrega em casa. Fiz várias pesquisas nas próprias redes sociais das lojas sobre os preços praticados em outros meses do ano e comparei com os de agora para não correr o risco de comprar gato por lebre. Os descontos que tenho observado não são tão extraordinários, mas já dão uma oportunidade de levar alguns produtos a mais pagando menos", explicou.

De acordo com a Federação Nacional do Comércio (Fecomércio), a tradicional liquidação anual da última sexta-feira de novembro, deverá ganhar uma característica mais digital neste ano de pandemia. Fato confirmado pelo sindicato dos trabalhadores no comércio e serviços de Patos e região (Sintracs). Segundo o presidente Everaldo Lima, mesmo Patos sendo uma cidade onde as pessoas costumam manter o hábito de ir às compras nas lojas físicas, grande parte dos consumidores patoenses deverão optar pela compra digital, sobretudo, os mais rigorosos com as questões de distanciamento social e permanência da quarentena.
As empresas foram se adaptando, os consumidores também criaram o hábito de fazer pedidos online. É algo bom que dá a possibilidade de multiplicar as vendas neste período de fim de ano onde também tem havido o aumento dos casos de covid fazendo com que muita gente aposte na compra virtual pelo receio das pessoas irem às lojas. Esperamos que as empresas apliquem preços justos e que as haja a recuperação de perdas passadas na economia devido a pandemia gerando emprego e renda", ressaltou.
Já em uma franquia de roupas masculinas em um shopping de Patos, além das vendas online, os descontos na loja física chegam a 70%. Para atrair mais clientes, foram feitas parcerias com entidades oferecendo descontos especiais, como explicou o sócio do empreendimento, Claudevan Pinto.
Hoje, por sermos uma linhagem de de franquias, temos nossas campanha de descontos proprios onde atingimos um percentual de até 70% de desconto. Além disso conseguimos firmar parcerias com algumas entidades de classes, a exemplo da segurança pública, OAB, dente outros, onde ofertamos descontos específicos", revelou.

Mas, sendo online ou em lojas físicas, o consumidor deve agir como a Bárbara (do início dessa matéria) e por em prática a boa e velha pexincha. Por isso, o professor e economista Flávio Franklin fomenta que é preciso o consumidor estar atento para não ser vítima de fraudes.
O black friday no Brasil requer certos cuidados pelo consumidor. O momento é de muita tentação, já que muitos depositam nesse período o sonho da compra de determinados produtos. Por isso o monitoramento prévio dos preços é essencial para não ser vítima de enganações", lembrou.
Confira, abaixo, três dicas de Flávio Franklin para evitar dores de cabeça após a black friday:
1. O consumidor que já tem em mente o produto a ser adquirido deve fazer uma pesquisa prévia dos preços para poder fazer a comparação e perceber se a queda de preços está condizente com o desconto;
2. Não compre por impulso! Muitas vezes, motivado pelo desconto, o consumidor se empolga e compra o produto por impulso efetuando a compra sem necessidade. É preciso separar o que é supérfluo de gênero de primeira necessidade;
3. Desconfie de preços muito baixos e sites sem procedência e respaldos. Não dá para fazer compras online sem antes observar se determinados sites contam com reclamações e se possui boa reputação.