
Os transtornos alimentares aumentaram bastante desde o início da pandemia. As mudanças bruscas e repentinas nesse período contribuíram para as pessoas descontarem, por exemplo, o estresse e a ansiedade, na comida.O turbilhão de expectativas, medos e incerteza tem impactado diretamente na saúde do corpo.
Nesta fase de crise, a endocrinologista Felícia Crispim alerta que o padrão alimentar de cada indivíduo vai influenciar diretamente na saúde, estética, peso e, consequentemente, na qualidade de vida e no bem-estar.
A médica lembra que a maneira como lidamos com os alimentos é fruto dos nossos sentimentos.
"Os pontos emocionais ligados aos distúrbios alimentares mais comuns são: ansiedade, compulsão, depressão e outros fatores psicológicos negativos. É comum as pessoas que sofrem com essas questões psicológicas acabem descontando na comida e, portanto, comendo mais do que realmente precisam, apenas para “compensar” emoções”, ressalta.
O momento pede mais equilíbrio e, manter a saúde, envolve identificar qual é a real origem dessa “fome” e, se necessário, buscar ajuda médica e psicológica.
De acordo com a profissional "ao cuidar da sua mente, automaticamente, está também cuidando da saúde do seu corpo, porque tudo está interligado".
