
Febre entre jovens e adultos, o Melzinho do amor tem se popularizado e ganhado cada vez mais espaço nas carteiras de rapazes que vão a festas e sociais entre amigos e já virou até tema de funk Brasil a fora. O afrodisíaco, que é vendido deliberadamente pela internet, redes sociais e até mesmo em sexshops como produto 100% natural e funciona como estimulante sexual, pode ser uma verdadeira armadilha. O preço de cada sachê varia e pode chegar até 80 reais a unidade.
Aqui em Patos, quem fez o alerta para os riscos do produto foi a sexóloga Cacau Morais. Através das redes sociais, a profissional começou a informar sobre os riscos do uso indevido do melzinho do amor. Após os alertas da sexóloga, várias pessoas começaram a entrar em contato para relatar que haviam adquirido o produto em vários comércios de lingeries e produtos eróticos, em Patos.
O afrodisíaco de sabor bastante adocicado e com a promessa de deixar o usuário sexualmente ativo por até quatro dias parece ser bastante inofensivo. Em sua fórmula, existe um componente chamado Citrato de Sildenafila, que não é indicado na embalagem do produto. O mesmo presente no Viagra, remédio usado para quem tem disfunção erétil. O problema é que cada sachê do melzinho do amor possui o dobro de sildenafil, chegando a 100mg da dosagem de um comprimido do azulzinho.


Especialistas tem alertado que, se usado com frequência, o melzinho do amor pode levar à dependência psicológica e ao efeito reverso a longo prazo, causando disfunção erétil e impotência sexual ao homem.
Em maio desse ano, a Anvisa deu início a um dossiê para avaliar se o produto é regular e está de acordo com a legislação sanitária vigente. Segundo o órgão não há um prazo para a conclusão do trabalho.
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