
Desde o mês de julho desse ano, a farmácia do estado, instalada na sede da 6ª Gerência Regional de Saúde, em Patos, está sem fornecer o Reuquinol, também conhecido como Sulfato de Hidroxicloroquina. O medicamento é indicado para o tratamento da artrite reumatoide, lúpus eritematoso, afeções dermatológicas e reumáticas e também para o tratamento da malária.


De acordo com Liliane Sena, gerente regional de saúde, o medicamento faltou diante dos processos licitátorios que foram realizados e não houve o comparecimento de fornecedores interessados em realizar a venda.
Alguns processos foram iniciados pela Secretária de Estado da Saúde (SES), mas, infelizmente, dois processos fracassaram. um deles por que nçao tivemos nenhuma empresa que compareceu, então o processo não caminhou. E outro processo em que o preço praticado no processo era muito acima do valor de mercado, o que inviabilizou o poder público de continuar com esse processo. Um terceiro foi dado entrada e este sim está caminhando em vistas de finalização. Entretando, como a gente depende de passos burocráticos, nós não temos ainda uma data concreta", destacou.

Com o aumento dos casos de Covid-19, autoridades da saúde, médicas e até mesmo o presidente das República, Jair Bolsonaro, passaram a indicar o uso da Hidroxicloroquina no tratamento da doença mesmo sem nenhuma comprovação da eficácia, no chamado "tratamento precoce". Por conta disso, houve uma alta demanda de procura pelo medicamento nas farmácias, o que resultou na escacez do fármaco e um super aumento no valor para comercialização. Esse aumento foi de encontro com os valores que antes eram pagos pelo estado na aquisição do produto. Desse modo, mantendo o mesmo valor para compra, nenhum fornecedor compareceu ao processo de licitação.