Patos

Uma pesquisa da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) apontou para um sério problema diante do aumento da temperatura média do ar na Paraíba, que foi de 1°C em 30 anos. Em Patos, a elevação na temperatura foi de 0,04°C, a segunda maior do estado, atrás apenas de Sousa, com 0,06°C.

É que calor demais pode comprometer a eficiência de produção de energia elétrica por placas fotovoltaicas, de energia solar, já que isso reduz a tensão nos painéis.

Patos foi a cidade com a mais alta temperatura média do ar constatada na pesquisa, com 27,9°C, entre seis unidades intermediárias pesquisadas a partir de dados meteorológicos do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), sendo elas: João Pessoa (26,8°C), Areia (22,5°C), Campina Grande (23,3°C), Monteiro (24,2°C) e São Gonçalo, em Sousa (26,8°C).

De acordo com Louise Pereira da Silva, responsável pela pesquisa do Programa de Pós-graduação em Energias Renováveis da UFPB, a tendência de alta pode comprometer eficiência da produção de energia solar fotovoltaica no Estado, por provocar diminuição da tensão elétrica em painéis.

Nesta nossa avaliação dos dados climáticos históricos de irradiação solar e temperatura média do ar do estado da Paraíba e seu impacto na produção de energia fotovoltaica usando painel de silício monocristalino e policristalino, foi observado que houve redução na produção fotovoltaica em razão do aumento da temperatura média do ar”, afirma Louise.

Isso ocorre devido o painel depender exclusivamente da temperatura irradiada pelo sol. Contudo, se for acima da projeção suportada pelo equipamento, o painel pode deixar de apresemtar a eficiência prometida pelo fabricante.

Em Patos, o investimento em energia solar é cada vez maior, com grande parte de residencias e prédios comerciais aderindo a esse tipo de energia infinita, limpa e renovável.

Assista a reportagem da TV Sol e entenda mais sobre a pesquisa.

 

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