Patos

A Secretária da Mulher e da Diversidade Humana, Lidia Moura, participou, ao vivo do Sol News da TV Sol nesta segunda-feira (25). Durante a entrevista, a gestora da pasta lembrou a necessidade do combate a violência doméstica contra as mulheres e a necessidade de por fim aos casos de LGBTfobia existentes na socidade. Na ocasião, Lidia lembrou o bárbaro assassinato da adolescente Renata Ferraz, adolescente transsexual de 16 anos, morta na semana passada. O crime ganhou repercussão nacional.

Durante sua fala, a secretária lamentou a morte de Renata e afirmou que a homofobia parte de quem não aceita a existência da diversidade por não reconhecer sua própria existência.

É muito importante que haja o apontamento dos culpados para que a Justiça possa processar e julgar, de modo que não fique impunimente. Nós somos, no Brasil, o quinto país no mundo que mais mata mulheres e somos, infelizmente, o primeiro que mais mata pessoas trans no mundo. Uma violência oriunda do ódio, oriunda do preconceito. Nós temos que entender a diversidade humana é um valor humano e não deve ser vista como um defeito, como um problema. Nós somos diversas e diversos e isso é bonito que o mundo seja diverso. Essa pessoa que foi assassinada era uma menina de apenas 16 anos de idade. Veja como é trágico! Assassinada com requintes de crueldade. Como é que a sociedade pode aceitar isso? Será que pela orientação sexual dessa pessoa, ela não tem o direito de ser feliz?", indagou, afirmando: "Você deve pensar na população LGBTQIA+ como você poderia pensar que poderia ser um irmão, uma irmã. Todo ramo de família tem uma pessoa LGBT. Então, como você pode imaginar que vai ficar indiferente a isso ou mesmo ser uma pessoa que dissemina o ódio? Esse assassinato é a face mais triste e feia desse preconceito, que é quando termina com as pessoas ceifando a vida de inocentes pelo simples fato de ela ter uma orientação sexual que o seu preconceito não permite conviver. Talvez o inquérito mostre isso, mas me parece que eram pessoas que se relacionaram com ela [Renata]. Então, não assumem nem a sua própria sexualidade e respondem com ódio invés de compreender a sua própria existência e respeitar a existência da outra pessoa", comentou.

Lidia Moura explicou, também, que o estado da Paraíba dispõe de um aparato para atender pessoas LGBTQIA+ em casos de crimes de preconceito.

O que faz com que essa violência continue acontecendo é a disseminação do ódio. É a nossa tolerância para o ódio quando nós deveríamos ter respeito por essas pessoas. O governo do estado tem políticas para essas pessoas e está na nossa secretaria. Nós temos dois centros de referência estadual com aparato de psicológas, assistentes sociais, advogadas e advogados, para atender essa população", ressaltou.

A secretária esteve em Patos por ocasião da realização do dia D contra a violência doméstica que aconteceu nesta segunda-feira.

Compartilhe: