
Imagine só: você está navegando nas suas redes sociais e vê o anúncio de um amigo vendendo móveis, eletrônicos ou eletrodomésticos pelo Instagram. Os preços são tentadores. Você, então, entra em contato com essa pessoa e faz um pix dos valores. O problema é que só depois descobre que foi vítima de um golpe financeiro.
Uma verdadeira onda vem amedrontando usuários de contas em diversas redes sociais em Patos, nos últimos meses o número de vítimas de contas hackeadas vem aumentando significativamente, em algumas vezes os hackers solicitam e-mails e conseguem acessar as contas posteriormente, em outras vezes eles agem de forma mais profissional ainda, descobrindo senhas através de informações conseguidas na internet.
Criminosos têm invadido contas do Instagram para anunciar a falsa venda de produtos. Nessa ação, existem dois tipos de vítimas: as que têm o perfil roubado e as que acabam transferindo o dinheiro para o hacker.
PATOS
Na tarde dessa quinta-feira 21, mais pessoas foram lesadas por bandidos que usam as redes sociais para roubar contas e tentar conseguir dinheiro com mensagens apelativas no ciclo de amizade da vítima. As jovens Jeniffer Viera e Chalana Farias, foram mais duas vítimas dos criminosos.
Jeniffer entrou em contato com a equipe de jornalismo da TV SOL, pra relatar a situação e pedir que isso se tornasse público para que outras pessoas não sejam vítimas também.
“Isso começou no insta de uma colega minha, Denise, através do dela hackearam o meu e através do meu hackearam o de Chalana, ainda o da minha e começaram a pedir dinheiro a outras pessoas, provavelmente seja uma rede de estelionatários que vem fazendo essas coisas, a partir do da minha irmã também tentaram hackear outros”, comentou Jeniffer.

COMO SE PROTEGER CONTRA GOLPES
O professor Arruda, da ESPM, deixa algumas dicas essenciais para evitar que sua conta em qualquer rede social seja roubada.
– Troque sua senha com frequência e utilize senhas complexas
“Use uma senha que não seja facilmente adivinhável. Não adianta usar a data de nascimento do seu filho e a placa do seu carro de senha. Use uma senha complexa, que não envolva dados conhecidos, que o criminoso possa adquirir olhando seu Facebook”, afirma Arruda. “E muitos usuários também não tem o costume de trocar a senha. Ficam com a mesma senha por muito tempo.”
– Não utilize a mesma senha para todas as redes sociais e evite autentificação por outra plataforma
“Evite reaproveitar a mesma senha em serviços diferentes, porque se uma é descoberta, todos os outros apps ficam expostos. E evitar principalmente nesse caso, em que o Instagram aceita o login do Facebook. Não aceite esse tipo de autentificação através de um outro serviço. Crie sempre uma credencial nova”, afirma Arruda. “Muitos serviços hoje aceitam autentificação do Google, do Facebook e etc. Não aceite, crie outro.”
– Utilize a autenticação de dois fatores
“A grande maioria não coloca o segundo fator de autenticação que as plataformas disponibilizam. Se você não tem o segundo fator é muito fácil invadir. Geralmente é o número do celular para enviar SMS e confirmar que é o usuário que está acessando a plataforma ou e-mail. Tem até mesmo aquele Google Autenticator, que é um aplicativo simples, mas que funciona muito bem”, explica Arruda. “Burlar o segundo fator por e-mail é mais fácil, mas o SMS é difícil, pois o criminoso teria que fazer um ataque mais complexo e clonar o seu número.”
– Evite fornecer seus dados, mesmo que sejam básicos
“Quando há vazamento de dados, número de telefone, e-mail e senha caminham juntos. Se de repente vazou uma base de dados, e você passa o seu e-mail para o criminoso, ele vai te identificar na lista e encontrar sua senha”, afirma Arruda. “Por exemplo, já faz um tempo que o vazamento no Facebook ocorreu, mas quanto tempo faz que o pessoal não troca a senha?.”
– Evite fazer cadastro em sites pouco conhecidos
“Vá atrás, investiga, vê o que você consegue saber sobre esse site”, afirma Arruda. “As vezes o site é criado pelo criminoso coletar os dados das vítimas. E algo comum também é que vazamentos de bases de dados aconteçam em sites pequenos (mesmo que sejam sites reais, idôneos), cuja repercussão é menor”, ressalta Arruda.
– Não entre em apps alternativos
“Sempre baixe os apps originais, nas lojas originais. A gente viu acontecer muito disso com o Auxílio Brasil, que apesar de estar na loja oficial, não era o aplicativo oficial do programa”, afirma Arruda. O Instagram também possui uma página com algumas dicas de segurança.
Por Portaltvsol