
A TV Sol obteve novas informações sobre a morte do advogado e comerciante Gefferson de Moura, 32 anos, durante uma abordagem em uma operação mal-sucedida da polícia civil de Sergipe, realizada na noite do último dia 17, em Santa Luzia (PB). De acordo com o delegado Glauber Fontes, da polícia civil paraibana, o caso está sendo investigado seguindo a linha de uma execução.
O caso é tratado como execução. O jovem não teve a menor possibilidade de defesa. Levou oito disparos, praticamente, a queima roupa, sem saber nem o por que de está morrendo. Os policiais civis de Sergipe estavam a procura de outra pessoa, que não era o Gefferson, mas pelo fato dele apresentar alguns traços semelhantes ao alvo que eles procuravam, foi sumariamente executado", detalhou.

O delegado Glauber Fontes fez, ainda, outra revelação. Segundo ele, uma arma de fogo supostamente encontrada com o advogado, na verdade, teria sido introduzida à cena do crime com o intuito de criar uma justificativa para o cometimento do crime.
O inquérito ainda não está fechado, mas já está em estágio bastante avançado. E, um fato que chamou bastante atenção é a forte possibilidade da arma que os policiais de Sergipe apresentaram, não ser de propriedade do Gefferson. Há fortes indícios que essa arma foi "plantada", até por que, em consultas aos bancos [de dados] oficiais, a arma aparece como de propriedade de um policial militar, coincidentemente, de Aracajú, capital do estado de Sergipe", revelou.
Crimes cometidos
Por conta da tragédia ocorrida durante a desastrosa operação da polícia civil sergipana em solo paraibano, os agentes envolvidos responderão pelos crimes de homicídio qualificado e fraude processual pela suposta adulteração da cena do crime, informou a polícia civil da Paraíba. Os policiais estão detidos na capital sergipana por determinação do juízo da comarca de Santa Luzia (PB) já que não há necessidade, de imediato, de detenção no estado da Paraíba.