
A equipe de reportagem da TV Sol fazia uma reportagem na Praça Edivaldo Motta, centro de Patos, na manhã desta sexta-feira (27), sobre uma operação realizada no presídio masculino da cidade, quando flagrou um homem agredindo e tentando enforcar uma mulher com algo semelhante a uma corda. O fato aconteceu do outro lado da praça diante dos olhares de várias pessoas que passavam pelo local.
Imediatamente, a repórter Roberta Bezerra acionou a Polícia Militar relatando a cena de agressão. Momentos depois, com a chegada da guarnição, as imagens feitas pelo repórter cinematográfico, Antônio Cassimiro, foram apresentadas aos policiais que, logo após, encontraram o casal e o conduziu à central de polícia para a adoção do protocolo policial.

De acordo com informações da própria polícia, o casal de moradores de rua já é conhecido da polícia diante de episódios anteriores de brigas. Ainda segundo o tenente coronel Rômulo, eles são da região de Cajazeiras.
Eles são um casal. Inclusive, quando fizemos a abordagem para encaminhá-los à delegacia, a mulher disse que ele [o companheiro] só iria se ela fosse também, muito embora fossemos levar todos dois para a delegacia. Eles são daquela região de Cajazeiras. O homem é de Cajazeiras e a mulher é de uma cidade próxima", informou.
Conselho Municipal dos Direitos da Mulher tece críticas caluniosas contra o trabalho da Imprensa
Após a divulgação do material audiovisual pela TV Sol, o perfil no Instagram do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher (CMDM), ligado à Prefeitura de Patos, teceu vários comentários caluniosos contra a equipe de reportagem da emissora, chegando a afirmar que a TV Sol esta em busca apenas de audiência e, por isso, teria sido omissa diante da situação.

TV Sol emite nota de repúdio
A direção da TV Sol emitiu uma nota de repúdio diante das declarações do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher (CMDM) da Prefeitura de Patos. Confira:
Durante a gravação de uma reportagem na Praça Edivaldo Motta, centro de Patos, na manhã desta sexta-feira (27), sobre uma operação realizada no Presídio Romero Nóbrega, a nossa equipe de reportagem, formada pela repórter Roberta Bezerra e o repórter cinematográfico, Antônio Cassimiro, foi surpreendida por uma discussão entre um casal de moradores de rua que, por pouco, não culminou em uma tragédia.
O fato ocorreu na lado oposto da praça diante dos olhares de muitas pessoas que passavam pelo local, a uma distância considerável de onde a equipe de reportagem estava e acabou sendo flagrada pelas nossa lentes.
Imediatamente, nossa equipe acionou a Polícia Militar que, prontamente compareceu ao local comandada pelo tenente coronel Rômulo. Ressalte-se que, de acordo com informações repassadas por comerciantes no entorno da praça e confirmada pela PM, brigas entre esse casal são constantes.
No entanto, para a nossa surpresa, o perfil no Instagram do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher (CMDM), ligado à Prefeitura de Patos, teceu comentários caluniosos contra a equipe de reportagem da nossa emissora, acusando de que fomos omissos diante da situação e de que o nosso propósito era apenas o ir "à luta por audiência" (sic).
Diante das calúnias proferidas publicamente, a TV Sol informa que o nosso compromisso diário é com a luta por direitos para as mulheres e de que a segurança e a integridade física delas seja, de fato, uma garantia. Desde o início das nossas transmissões, sempre nos empenhamos em levar o assunto ao conhecimento do público através de entrevistas, coberturas de eventos do próprio município, reportagens e campanhas.
Não entendemos até o presente momento qual tipo de intervenção diante daquela situação que o CMDM esperava que nós tivessemos tomado! Naquele momento, uma mulher era agredida e garantir a integridade física da nossa equipe também se fazia importante, sobretudo, diante das informações que o indivídio já havia sido flagrado, dias antes, supostamente portando uma arma branca.
Reiteramos que, naquele momento, a nossa equipe entrou imediatamente em contato com a Polícia Militar que encerrou a discussão e conduziu o casal até a central de polícia para que as medidias cabíveis fossem adotadas. E lembramos que, se hoje a sociedade tomou conhecimento desse fato que, outrora acontecia longe dos olhos da sociedade, é por que a nossa equipe, coincidentemente estava lá e flagrou essa situação lamentável.
Se houve ou há alguma omissão nesse caso, é dos orgãos municipais competentes que tem deixado que situações dessa natureza ocorram. Onde estava o CMDM e os demais órgãos competentes quando essa mesma mulher foi alvo de agressões em momentos anteriores, conforme confirmou a própria polícia?
O que Patos precisa, nesse momento, é de políticas públicas para dar solução ao crescente aumento de moradores de rua na cidade nos últimos meses.
Mais surpreendente ainda é a postura de um Conselho Municipal que, ao que se percebe, se preocupou mais em tecer comentários caluniosos na internet do que buscar soluções para esse fatídico caso.
Fica aqui o nosso repúdio ao CMDM e o nosso compromisso em levar à sociedade informações importantes na busca de soluções para as mazelas sociais ainda existentes em pleno século 21.