Policial

Grupo atuava na Paraíba e no Ceará, usava manipulação psicológica para aplicar golpes e mantinha esquema de lavagem de dinheiro com comércio de artigos diversos

Uma operação deflagrada nas primeiras horas da manhã desta terça-feira (31) expôs um esquema estruturado de crime cibernético com atuação interestadual e base em Patos, no Sertão da Paraíba.

A chamada Operação Phantom, que signifuca fantasma, conduzida pela Polícia Civil da Paraíba, por meio da Delegacia de Homicídios e Entorpecentes de Patos (DHE) com apoio de unidades especializadas e da polícia cearense, resultou na prisão de quatro pessoas e revelou não apenas a atuação digital do grupo, mas também sinais concretos de como o dinheiro ilícito circulava e era possivelmente aplicado.

De acordo com a investigação, o líder da organização, um jovem de 24 anos identificado pelas iniciais F.S., foi preso no bairro Novo Horizonte, no loteamento Luar de Angelita. Era dele a função considerada estratégica dentro do esquema com a programação dos ataques cibernéticos que tinham como alvo instituições financeiras.

Outras duas prisões ocorreram no bairro do Jatobá, também em Patos. Pai e filho, de 45 e 24 anos, são apontados como integrantes da organização. A quarta prisão foi realizada no município de Cascavel, no Ceará, onde parte da operação criminosa também era executada.

As apurações mostram que o grupo utilizava um método conhecido como “violência cognitiva”, uma forma de manipulação psicológica para induzir vítimas a fornecer dados ou autorizar transações, facilitando os furtos eletrônicos. Enquanto o núcleo técnico operava a partir de Patos, integrantes no Ceará eram responsáveis pelo vazamento de informações pessoais, prática chamada de “tripeiro” no meio criminoso.

Mas é fora do ambiente virtual que a investigação revela um dos pontos sensíveis que podem fazer parte do esquema.

A polícia identificou a existência de uma rede de lavagem de dinheiro ligada ao grupo, com ramificações nos dois estados. Em Patos, uma loja localizada na Rua Felizardo Leite, no Centro da cidade, provavelmente era mantida com os valores ilícitos obtidos pela organização criminosa. Uma segunda fase da operação deverá esclarecer e trazer mais detalhes.

Durante o cumprimento dos mandados, quatro de prisão preventiva e 14 de busca e apreensão, feitas em entre Patos, Fortaleza e Cascavel, foram apreendidos celulares, tablets, cartões de crédito e computadores que devem ajudar a aprofundar a apuração. Também foi apreendido um veículo de luxo SW4, avaliado em cerca de R$ 300 mil. Um imóvel de alto padrão em Patos entrou na lista de bens atingidos pela investigação e está impedido de ser vendido por decisão judicial.

A Operação Phantom, coordenada pelo delegado Diego Passos, segue em andamento. A Polícia Civil da Paraíba trabalha agora para identificar outros envolvidos e detalhar o alcance financeiro do esquema.

Portal TV Sol com informaçõe sda Polícia Civil da PB

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