
Um levantamento feito pela empresa de consultoria Vector Research a partir de pesquisas eleitorais de 15 diferentes institutos, revelou onde os dois primeiros colocados dessas pesquisas lideram as instenções de voto para o Planalto. O material foi analisado entre os dias 6 de maio e 29 de junho em 24 estados do país, exceto Amapá e Rondônia, e no Distrito Federal.
Em todos os estados da região Nordeste, Lula (PT) lidera nas pesquisas, sendo no Piauí sua maior força política em todo o Brasil. O ex-presidente tem 64,2% de preferência entre os eleitores, enquanto o presidente-candidato possui 17,3%.
Na Paraíba, o petista aparece com 51,7% das intenções de voto contra 21,6% do atual chefe da nação, o que representa uma diferença de 30,1 pontos percentuais. Se a eleição dependesse apenas dos votos dos paraibanos, Lula seria eleito já no primeiro turno das eleições presidenciais de outubro.
A Paraíba representa o segundo maior desafio de Bolsonaro no país, atrás apenas do Piauí, onde a diferença dele para Lula é de 46,9 pontos.
Ainda segundo o levantamento, Lula lidera em todos os estados nordestinos, em dois estados da região Norte e em Minas Gerais, na região Centro-Oeste. Já Bolsonaro lidera em Tocantins, Roraima e Acre, ambos no Norte, além de Mato Grosso, Goiás, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Em situação de empate, Lula e Bolsonaro brigam voto a voto nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul e Espírito Santo. Rondônia e Amapá não tiveram os dados divulgados.

O mapa reforça a tendência de as eleições virem a ser decididas pela região Sudeste, caso esse cenário se mantenha até outubro. Por lá, estão 60,6 milhões de votos, ou seja, um de cada quatro eleitores. Metade deles vivem em São Paulo, onde ocorre um virtual empate. No entanto, mesmo assim, Lula ainda tem uma leve vantagem de 39% contra 35% de Jair Bolsonaro.
Quando somados o desempenho dos dois candidatos da dianteira das pesquisas dos 15 institutos analisados pela Vector Research, o cenário nacional aponta para uma vitória de Lula por 40,9% contra 33,4% de Bolsonaro. Uma diferença de 7,5 pontos percentuais.
